Thursday, July 24, 2008

100% Chocolate Cafe



Pote de...

Os cinco erros mais comuns de freelancers masculinos

1. Sua mesa não é sua casa
“Vocês homens,” minha mulher uma vez falou, enquanto eu me escravizava em um trabalho tarde de noite, “estão tão suscetíveis ao workaholism”.

Não há dúvidas de que mulheres fazem isto também, mas para cada workaholic do sexo feminino que encontrei houve pelo menos cinco outros caras passando a noite em branco. Mulheres são melhores nesta coisa que chamamos de “ter limites racionais”.

Aquela depressão na sua cadeira? Ela não deveria estar aí. Só porque você trabalha em casa não quer dizer que você precisa verificar seu e-mail cinco minutos depois de acordar, ou ficar acordado até a meia-noite porque seus clientes em outros países estão apenas acordando. O e-mail existe por uma razão.

Evite permanecer mais de oito horas ao dia na sua mesa, a não ser que você esteja com um prazo apertado a cumprir. Se você está trabalhando mais de um ou dois dias longos por semana por causa de trabalhos apertados, está na hora de aumentar o seu preço e tirar vantagem da demanda crescente.

Cinco dias e meio por semana é um bom teto de tempo de trabalho, e pausas frequentes - longe da sua mesa - devem ser tomadas durante o dia. Àqueles trabalhando sete dias por semana, doze horas ao dia: isto não está te ajudando. Você será mais produtivo se trabalhar oito horas ao dia, cinco dias por semana. Eu garanto!

2. Freelancing não é desculpa para má higiene
Um dia você vai acabar tendo um cliente passando na sua casa sem avisar para conferir como o projeto está andando. Isto chama-se karma, pois a natureza está tão ofendida com o seu cheiro que ela está te dando um toque de despertar.

Você não deve apenas evitar de verificar seu e-mail assim que acordar, você deve também evitar de trabalhar antes de tomar um banho. Nenhum prazo pode estar tão ruim assim.

3. Counter-Strike não é uma atividade cobrável
É importante que você faça pausas, mas assim como devem ser tomadas longe da tela, elas não devem durar horas e mais horas. Nós homens sabemos como é tentador provar nossa masculinidade, chutando traseiros de terroristas em “apenas mais um round”. Então se você escolhe o jogo (ou web-surfing) como método de relaxamento durante sua pausa, tenha o ser-humano mais próximo de você lhe dar um tapa na nuca para que você volte ao trabalho após um tempo pré-determinado.

4. Não deixe o ego destruir um bom trabalho
Homens têm egos. Ás vezes os homens deixam seu ego dominar seus relacionamentos, seu trabalho e eventualmente, sua reputação. Uma coisa é se auto-promover e construir uma boa marca. Outra coisa é ser reconhecido como o cara que precisa tirar sua cabeça das nuvens e colocá-la novamente no seu devido lugar.

5. Siga estes conselhos
Embora este post tenha sido escrito para o benefício de homens freelancers, existem também as mulheres que sofrem dos mesmos problemas. Leia este artigo novamente atentamente e ponha em prática estes conselhos (e talvez então, tome um banho).

in: http://digitalpaperweb.com.br

O que faz de um designer um designer

Há alguns meses tive o imenso prazer de assistir a uma palestra do André Villas-Boas, um jornalista que virou designer, e dos bons. O André já publicou alguns livros, entre os quais o antológico “O que é e o que nunca foi design gráfico. Vou tentar compartilhar um pouquinho o que aprendi com ele nesse encontro.

O título da palestra era “Delimitação disciplinar”, que, segundo o autor , é um tema essencial para que a gente possa entender o que é que faz um designer ser reconhecido como tal.

Primeiro veio a definição de disciplina: é o ramo de conhecimento com o qual uma profissão se ocupa. E essa disciplina é reconhecida pela sociedade por 4 aspectos:

  1. O objeto: Um médico, por exemplo, se ocupa de tratar da saúde de uma pessoa sob o enfoque da doença, e todo mundo sabe disso. A doença é o objeto da medicina. A construção de edifícios é o objeto da engenharia civil. O projeto de produtos gráficos e tridimensionais é o objeto do designer, mas muitas pessoas não sabem disso, confundindo as áreas de atuação.
  2. O léxico, ou a terminologia: é a linguagem que o profissional usa para tratar do objeto de seu trabalho. Fonoaudiólogos têm um palavreado todo próprio, adequado para explicar as especificidades da profissão. Jornalistas, publicitários, advogados, engenheiros, idem. Os designers teimam em não usar o seu (ele citou como exemplo a famigerada logomarca, criada e usada no meio publicitário, mas que acaba sendo usada também por designers, mesmo não se sustentado tecnicamente. Designers deveriam usar as várias denominações corretas que estão à sua disposição: marca gráfica, identidade visual, etc).
  3. A metodologia: São as etapas, as técnicas, os métodos e os procedimentos próprios de cada profissão. Por ter muita gente atuando sem formação específica na área do design, nem sempre o método mais adequado é utilizado, fazendo com que o processo de criação seja muito intuitivo, e, portanto, mais identificado como arte do que como técnica. Esses dias conversei com uma manicure que me explicou que, na sua área, técnica é uma coisa muito séria e cobrada em todas as escolas. Na arquitetura, na odontologia, na fisioterapia também é assim. Por que será que só os designers acham que não precisam?
  4. A tradição fundadora: É a história da profissão, que legitima os modelos utilizados atualmente, pois são referenciados nas experiências passadas. Esses modelos são selecionados por meio de uma construção histórica com o intuito de valorizar e aprimorar o trabalho. Assim, hoje se faz uma cirurgia plástica utilizando técnicas que evoluíram ao longo da história da profissão. No design, já há história suficiente para fundamentar os atuais modelos. Por que os designers não explicam isso aos seus clientes?

Pois é. O André defende que a disciplina tem que ser delimitada justamente para haver autonomia de campo. Eu explico: a disciplina do design deve ser reconhecida socialmente pelas demais. Assim, para um assunto relacionado ao design, sempre se vai consultar um profissional dessa área, e não de outra, como acontece atualmente. Não passa pela cabeça de ninguém entrevistar um publicitário para falar sobre os avanços na pesquisa da AIDS (esse é um campo delimitado da medicina e das profissões do campo da saúde). Mas vira e mexe tem gente dando palpite sobre design sem ter nada a ver com a área.

Pense bem. Quem decide o que é arte? Os profissionais dessa disciplina, desde artistas a críticos especializados, passando por professores e curadores. Quem decide se o projeto de um edifício está bem feito? Os engenheiros e seu Conselho Regional. Já no design, qualquer um sente-se à vontade para alterar completamente um projeto gráfico ou de produto, sem a menor inibição. Isso quando não oferece esse serviço a terceiros, como é muito comum. Já vi vários escritórios de arquitetura oferecendo serviços de identidade visual com a maior desenvoltura.

Finalizando, o designer não é valorizado como profissional porque não se distingüe, não se posiciona, não se diferencia. Não deixa claro o objeto do seu trabalho quando atua em outras áreas (inclusive nas artes) usando o mesmo título profissional. Você já viu sair numa nota de jornal que as jóias da coleção foram criadas pelo médico fulano de tal? É que o cara não usa o seu título de médico para divulgar esse talento paralelo. Pois é, mas você cansa de ler que o cenário da peça de teatro foi criada pelo designer fulano de tal, e criar cenários não são objeto da disciplina design. É assim que a confusão começa. O designer também não usa os termos próprios da sua profissão (muitos nem os conhecem), não deixam claro para seus clientes a técnica projetual utilizada (e os pobres ficam achando que é pura inspiração), não fundamentam a escolha do método no registro histórico.

Não me admira que qualquer um se ache designer! Não me admira que não se consiga identificar um designer no meio de uma multidão. Aliás, está cheio de designer que nunca ouviu falar no André Villas-Boas e não tem sequer um livro de referência na estante. E não estou falando de micreiros não, estou falando daqueles com diploma mesmo!

Profissionalismo é a palavra-chave para qualquer um que queira ser respeitado na área em que escolheu para ganhar a vida. E isso implica fazer a lição de casa. Não é isso, André?

Lígia Fascioni

wonderbra

Os 10 mandamentos do design

O designer alemão Dieter Rams (um dos principais responsáveis pelo departamento de design da Braun) certa vez escreveu uma lista dos 10 mandamentos do design. Vale a pena conferir.


Bom design é inovador
Ele não copia as formas existentes de produtos, nem produz algum tipo de firula apenas para ter. A essência da inovação deve claramente ser vista em todas as funcionalidades do produto. O desenvolvimento da tecnologia moderna oferece sempre novas chances para soluções inovativas.

Bom design torna um produto útil
“O produto é comprado para ser usado” O produto é comprado para ser usado. Ele deve servir a um propósito definido - em suas funções primárias e adicionais. A tarefa mais importante do design é otimizar a utilidade do produto.

Bom design é estético
A qualidade estética de um produto é integral á sua utilidade pois produtos que usamos no nosso dia-a-dia afetam nosso bem-estar. Mas apenas os objetos bem executados podem ser bonitos.

Bom design faz um produto entendível
Clarifica a estrutura do produto. Melhor ainda, ainda pode fazer o produto “falar”. No melhor, é auto-explicativo.

Bom design não é obstrutivo
Produtos cumprindo seu propósito são como ferramentas. Elas não são nem objetos de decoração nem obras de arte. Seu design deve então ser neutro e restrito, para deixar o quarto do seu usuário com a própria expressão dele.

Bom design é honesto
Não faz do produto mais inovativo, poderoso ou precioso do que realmente é. Não tenta manipular o consumidor com uma promessa que não pode ser cumprida.

Bom design tem vida longa
Não segue ás tendências que se tornam ultrapassadas após um curto período de tempo. Produtos bem desenhados diferem significativamente de produtos de vida curta na sociedade consumista de hoje.

Bom design é consequente até o último detalhe
Nada deve ser arbitrário. Um processo de design completo e exato demonstra respeito ao usuário.

Bom design é verde
Design deve fazer contribuições em favor de um ambiente estável e a uma situação sensível de materia-prima rara. Isso não inclui apenas poluição, mas também poluição visual e destruição do meio ambiente.

Bom design é menos design
Menos é melhor pois concentra-se nos aspectos essenciais e os produtos não precisam sofrer com não-essenciais. De volta á pureza, de volta á simplicidade!


in: http://digitalpaperweb.com.br

Os 10 mandamentos do web design

Não deverás abusar do Flash
A tecnologia popular de animação web da Adobe tem sido usada para muitos projetos, desde o novo site do Nike Plus até banners mais complexos de publicidade. No entanto, essa tecnologia pode ser facilmente abusada: animações em excesso confundem em questões de usabilidade e tornam o navegador do usuário mais lento.

Não deverás esconder conteúdo
Anúncios podem ser necessários para uma existência contínua de um site, mas pesquisas de usabilidade dizem que pop-ups e propagandas de página inteira que ficam por cima do conteúdo podem danificar a funcionalidade - e testar a vontade do usuário a retornar ao site. Banners multimídia - que expandem ou tocam algum áudio quando o usuário clica neles - são menos obstrusivos.

Não deverás fazer bagunça
A web pode ser um dos maiores arquivos de todos os tempos, mas sites que possuem estrutura incoerente dificultam o processo de procurar por informações. A Amazon.com e outros colocam a hierarquia da informação no topo das prioridades de design.

Não deverás abusar dos reflexos estilo vidro
A Apple geralmente seta o padrão para o “legal” - em todas as formas do design. Mas alguns experts dizem que a mania da empresa de criar efeitos no estilo reflexo de vidro nas fotos de seus produtos tem sido copiado vezes demais, tornando o elemento do estilo em um cliché.

Não deverás assassinar vogais para o nome da sua empresa Web 2.0
A web trouxe consigo uma nomenclatura estranha que só fica mais estranha com o passar do tempo. Sites bacanas e inteligentes têm sido nomeadas com um excesso de vogais ou vogais estrategicamente deletadas. Apenas como exemplo, podemos citar o Flickr, Meebo, PXN8 e por aí vai. Estes nomes são memoráveis, porém destinados a soarem velhos.

Deverás adorar no altar da tipografia
Designers dizem que mesmo com a crescente banda-larga no mundo, texto simples ainda tem muito espaço no design web. Sites mainstream como o Craigslist estão nessa, enquanto sites direcionados a designers como o Coudal Partners e o Daring Fireball representam a nova tecnologia.

Deverás criar experiências novas
Apenas ser bonitinho não basta mais. Sites como Facebook e YouTube trazem mais usuários devido a seu conteúdo interessante e funcionalidade. Criar sites que podem capturar e manter a atenção dos usuários é o que mais importa.

Deverás ser social
A Web 2.0 está em todo lugar. O Orkut e sites similares lançaram a tendência de ter usuários se comunicando e interagindo - as vezes obsessivamente - através de seus navegadores. Designers estão agora filtrando estes mesmos elementos em diversos sites, desde a publicidade inteligente á produtividade online de um escritório.

Deverás aceitar tecnologias comprovadas
Wikipedia, YouTube, Facebook entre outros tem sido parte da vida diária de muitos. Sites que podem incorporar estes elementos em seu design irão conectar com usuários de um modo importante, providenciando funcionalidade e uma interface com a qual já estão familiarizados.

Deverás fazer do conteúdo, o rei
Embora o slogan seja velho, ainda vale. Design estético só pode ir até certo ponto afim de fazer um site ter sucesso. Bonito não pode repor o vazio.

in: http://digitalpaperweb.com.br